Poder contar com o suporte profissional de pessoas comprometidas com seu bem-estar é essencial quando se trata de cuidar da saúde. O Instituto de Promoção e Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) tem cumprido esta função na vida de muitos beneficiários, entre eles duas que foram especialmente transformadas com a devolução de independência e qualidade de vida.

É o caso de Paloma Miriam Alves, de 35 anos, que vive em permanente vigília contra a obesidade nível 3. Desde julho de 2025, o programa ‘Ipes Leve’, desenvolvido no Centro de Endocrinologia e Diabetes, tem sido o seu principal aliado na perda do sobrepeso e no ganho de bem-estar. Neste período, foram mais de 24 kg eliminados, dos 120 iniciais, o que lhe rendeu não só satisfação, mas um brilho no olhar ao comentar.
“Não me passaram nenhuma dieta rigorosa, que eu não pudesse comprar, porque às vezes também passam coisas que fogem do nosso orçamento e da nossa realidade. Eu posso comer de tudo, pois não tenho diabetes. Porém, em quantidade reduzida, mas o principal foi a reeducação alimentar. Então eu gostei bastante, os médicos são super atenciosos, todos pelos quais passei”.
Reeducação
Nas reuniões do Ipes Leve, a educação em saúde é a principal engrenagem para fazer funcionar as metas de cada paciente. Uma vez por mês, os encontros com o acompanhamento multidisciplinar rememoram os objetivos de cada paciente. Paloma aliou esta reeducação com o uso de medicação e atividade física, num processo integrado que vem gerando bons resultados. Com o fim de seu ciclo no Ipes Leve, ela diz que vai levar todos os ensinamentos, pois tem consciência de que a obesidade é uma doença crônica que não tem cura, mas tem tratamento.
“Para mim, foi tranquilo, porque a medicação já inibe o apetite. Tem os efeitos colaterais no começo, são chatinhos, mas não me causaram sofrimento. Faço caminhada regularmente, seis vezes por semana, alguns dias eu tento correr, mas nem sempre consigo e tudo com a dieta, com a conversa que tive com o médico e nutricionistas nas palestras, o que ajudou bastante. E esse cuidado vai ser contínuo, pois a gente está mais magro, mas não deixa de ser obeso, então tem que continuar e levar isso como estilo de vida”, explica Paloma.
Mobilidade devolvida
Assim como Paloma, a professora aposentada Telma Rosita Andrade, que realiza tratamento fisioterapêutico no Centro de Ortopedia e Reabilitação do Ipesaúde, também está superando obstáculos com o auxílio dos serviços oferecidos na unidade. Beneficiária desde 1974, ela já se considera “filha do Ipes”, mesmo tendo uma vida saudável. A relação se estreitou após um grave problema no joelho direito, que culminou com a realização da cirurgia de artroplastia, há seis meses.
“Sempre fui muito ativa, graças a Deus. Fazia caminhada na beira da praia há dois anos, cinco horas da manhã e me sentia bem, mas eu pisei na areia fofa que tinha um tronco embaixo e foi um passo em falso. Não foi queda, nada. A partir daí eu lutei um ano com fisioterapia, aplicações, infiltrações e realmente não deu certo e tive que partir para a cirurgia. Nos três ou quatro primeiros meses, minha cicatrização foi ótima, eu estava ótima, mas surgiu um probleminha e daí eu venho sentindo muitas dores e com dificuldade de locomoção”, conta a beneficiária.

De volta às sessões de fisioterapia, Telma Rosita sai caminhando e depois dirigindo, mas nesse ínterim, já teve a perna imobilizada, usou bengala e até mesmo cadeira de rodas. Além da força pessoal e alegria de viver, ela reconhece que o cuidado encontrado no Ipesaúde também fez a diferença. “Os meus profissionais de fisioterapia são excelentes e também procuro fazer o máximo que posso. Então, mesmo com muita dor e com o ânimo reduzido, por não ser a pessoa que eu era antes, mas a minha fé, coragem e a maneira como eu estou sendo encaminhada aqui dentro do Ipes, me dá certeza de que tem um Deus por mim e que vou ficar boa”, ressalta.

A fisioterapeuta Márcia Graziela, que a acompanha três vezes por semana, explica que o terapeuta faz o acompanhamento completo, devolve funcionalidade para o paciente, mas não é só isso. Há nove anos e meio atuando no Ipesaúde, ela conta qual o diferencial que mereceu os elogios da paciente. “A gente tem uma interação muito boa entre os profissionais, discutimos os casos. Ela veio de outros profissionais e quando eu recebo, eu posso conversar com esse profissional. O próprio médico está aqui, com o sistema integrado, então qualquer dúvida, a gente pode chegar e questionar, fazer essa troca. O diferencial do Centro de Reabilitação é justamente esse, a gente poder fazer um trabalho sempre integrado. Trabalho em outros lugares, mas meu xodó é o Ipes, porque eu gosto desse tipo de atendimento, do prazer de reabilitar de verdade, de colocar a pessoa funcional e os profissionais aqui são bem comprometidos com isso”, resumiu a fisioterapeuta.

