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Ipesaúde orienta sobre excesso no consumo de ultraprocessados e os prejuízos para a saúde

Os alimentos ultraprocessados são produtos feitos com substâncias artificiais ou extraídos de alimentos como emulsificante, corante, aromatizante, açúcar e gordura hidrogenada
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O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) presta uma orientação sobre o excesso no consumo de alimentos ultraprocessados, hábito cada vez mais presente na rotina da população e que pode trazer diversos prejuízos à saúde. Uma rotina repleta de compromissos, tempo limitado e a busca por praticidade são alguns dos fatores que contribuem para o aumento deste tipo de alimentação. A participação dos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 80, passando de 10% para 23%, segundo uma série de artigos da Universidade de São Paulo (USP).

A coletânea publicada na revista Lancet mostra que este não é um fenômeno isolado do Brasil. Dados de 93 países apontam crescimento no consumo de ultraprocessados ao longo dos anos, influenciado por fatores como renda, hábitos culturais e estilo de vida. Os alimentos ultraprocessados são produtos feitos com substâncias artificiais ou extraídos de alimentos como emulsificante, corante, aromatizante, açúcar e gordura hidrogenada. Alguns exemplos são macarrão instantâneo, cereais matinais, molhos prontos, refrigerantes, biscoitos, fast food, bebidas energéticas e salgadinhos de pacote.

nutricionista rosa gabriela
Nutricionista Rosa Gabriela

A respeito dos efeitos prejudiciais desta prática, a nutricionista do Instituto do Ipesaúde, Rosa Gabriela,  faz uma orientação importante. “Estamos nos referindo a alimentos industrializados, ricos em aditivos como conservantes, açúcares, sódio e gorduras trans que podem ser encontrados nos biscoitos recheados, salsichas e o macarrão instantâneo, por exemplo. O risco excessivo no consumo é de contribuir para o surgimento de doenças como diabetes tipo 2, cardiovasculares e respiratórias pelo fato de prejudicar o nosso corpo, todavia o organismo fica mais inflamado e frágil”, enfatiza.


Com relação a forma de identificar esses tipos de alimentos, a profissional destaca a observação nos rótulos e maneiras para a redução do consumo. “Identificamos os alimentos ultraprocessados pelo rótulo, pois neste espaço apresentam uma lista extensa de ingredientes e termos complexos. São ingredientes que não temos acesso fácil e muito menos em casa. Então, quanto maior a lista de ingredientes, maior a possibilidade do alimento ser industrializado. A respeito das alternativas de redução do consumo, a recomendação é evitar o uso diário porque isso é considerado excesso, ou seja, quantidade e excesso por este tipo de alimentação adoecem o corpo”, frisa. 

A beneficiária Iza Samylla, de 20 anos, recentemente iniciou no programa ‘Ipes Leve’ e compartilhou como percebeu a necessidade de adotar mudanças na alimentação e aderir hábitos saudáveis. “Estou com 160 kg e os salgados, bolos industrializados, biscoitos recheados são alguns dos alimentos que sempre fizeram parte da minha rotina em grande quantidade. Os prejuízos apareceram e, infelizmente, me tornei uma pessoa hipertensa com gordura no fígado grau 2 e 3 e gastrite crônica. Inicio agora uma nova fase da minha vida com o auxílio do Ipesaúde e através de uma equipe multidisciplinar estou tendo uma reeducação alimentar, além de outros métodos saudáveis para a perda de peso”, afirma. 

Beneficiária Yza Samylla
Beneficiária Yza Samylla

Ipes Leve


O Ipes Leve é um programa do Ipesaúde desenvolvido no Centro de Endocrinologia e Diabetes Luciano Barreto Júnior destacando-se como uma iniciativa inovadora no enfrentamento global da obesidade. Os encontros, fundamentais para o sucesso do programa, acontecem semanalmente nas sextas-feiras, das 7h às 12h, ao longo de seis meses (este período é estrategicamente delineado para permitir uma abordagem abrangente e consistente no tratamento da obesidade). A participação ativa e o comprometimento do paciente são essenciais para maximizar os benefícios do programa.

Os interessados em participar da ação devem procurar o Centro de Endocrinologia e Diabetes Luciano Barreto Júnior ou entrar em contato pelo telefone (079) 3226-2828 ou (079) 98810-2828 (Whatsapp). A localização da unidade é na Praça Almirante Tamandaré, nº 75, Bairro São José, Aracaju.

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